Até onde suas escolhas levaram você? Uma reflexão sobre escolhas e confiança em Deus
Tudo na vida é construído.
Até mesmo o fracasso.
E talvez a parte mais dura seja perceber isso só quando já estamos lidando com as consequências.
Por isso, precisamos ter cuidado com as nossas escolhas. Os caminhos mais fáceis quase sempre parecem bons no início, mas costumam nos levar a lugares que não desejávamos chegar. O problema é que essa descoberta quase sempre acontece tarde demais.
Vivemos em uma cultura que repete o tempo todo que precisamos ser felizes. Que tudo pode ser mais leve, rápido, bonito e prazeroso. Que, se algo dá trabalho, talvez não valha a pena insistir.
Por que construir uma casa com esforço, se podemos comprar tudo pronto? Bonita, pintada, mobiliada e decorada.
Mas esquecemos que, sem cuidado e manutenção, os problemas aparecem — cedo ou tarde.
E assim acontece com a vida.
Qual o problema de buscar um novo amor, uma nova fase, um novo emprego, tudo novo? Consertar dá trabalho. Dialogar cansa. Tentar exige paciência. E, muitas vezes, desistir parece mais simples.
Só que essa lógica tem deixado pessoas vazias, relacionamentos frágeis e sentimentos descartáveis. O outro já não importa tanto. Passamos por cima de histórias, sonhos, verdades — e até de Deus — como se Ele sempre fosse entender no final.
Afinal, Deus quer nos ver felizes… não é?
Mas o que acontece quando enfrentamos algo que não podemos mudar? Uma doença, uma perda, um luto, algo que foge completamente do nosso controle. Onde Deus fica nessas horas? Como conciliar fé e sofrimento?
Talvez o problema esteja na forma como enxergamos Deus. Ele não é alguém que só procuramos quando algo quebra. Nem um recurso de emergência para consertar aquilo que nós mesmos destruímos.
Há dores que são consequência das nossas escolhas. Outras, não.
E mesmo assim, Deus promete presença:
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
Salmos 23:4 – ARA
não temerei mal nenhum,
porque tu estás comigo;
o teu bordão e o teu cajado me consolam.
Ele não prometeu uma vida sem dificuldades, mas prometeu caminhar conosco em meio a elas. Não como um mágico que realiza desejos, mas como um Pai que sustenta, corrige e fortalece.
O sofrimento, assim como o vento, vem e passa — e muitas vezes nos molda mais do que gostaríamos. Talvez seja hora de parar de olhar apenas para nós mesmos e lembrar que a vida não gira em torno da nossa satisfação pessoal.
Deus nos ama. Isso não muda.
Mas amar não significa evitar toda dor. Significa estar presente, mesmo quando o caminho é difícil.
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
João 3:16 – ARA
Ore. Fale com Deus com sinceridade. Diga o que está no seu coração. Ele ouve.
E, se puder, ore também pelas outras pessoas. Muitas famílias estão sendo destruídas pela simples busca de uma felicidade que não sustenta.
Amar dá trabalho. Permanecer dá trabalho. Perdoar dá trabalho.
E só conseguimos amar o outro como ele é, quando permitimos que o amor de Deus transforme nosso coração.
Eu não sei pelo que você está passando. Talvez sua família tenha sido ferida. Talvez você tenha ferido alguém. Talvez esteja tentando recomeçar.
Mas lembre-se: Deus é fiel. Ele perdoa. Ele sustenta. Ele reconstrói.
“Na sua angústia estarei com ele.”
Salmo 91.15 – ARA
Deixe Deus cuidar daquilo que você tentou carregar sozinho.
Ele continua presente — em todos os momentos.
Uma das minhas músicas preferidas Tu mi Dios da cantora Majo Solis, fala exatamente sobre isso. Ouça e descanse seu coração em Deus.
Gostou da reflexão? Veja também o post sobre Como a história do Filho Pródigo se tornou a minha história de vida.
Fique com Deus!




