Como descobri minha gravidez
Gravidez ectópica e o milagre de Deus
Decobri minha gravidez de uma maneira meio estranha. Eu tinha tomado a segunda dose da vacina e achei que os sintomas fossem apenas reação. Mas, numa noite, comecei a passar muito mal: cólica forte, febre e diarréia.
No dia seguinte, fomos ao hospital, e após ser examinada, o médico contatou que eu tinha uma provável intoxicação alimentar. Quando estava indo embora com minha receita de remédios a comprar, o médico correu atrás de nós e perguntou se havia alguma possibilidade de eu estar grávida, porque se eu estivesse, não poderia tomar os remédios prescritos.
Após longos anos de infertilidade, mesmo assim, sempre tivemos uma esperança de um milagre. Naquele momento fui encaminhada para fazer um simples teste de gravidez (daqueles que compramos em fármacia) e para nossa surpresa o teste deu positivo. Mas o médico fez um ultrassom e não havia nada no útero. Então ele me encaminhou para o obstetra de plantão e o mesmo me diagnósticou com gravidez ectópica.
Entre a alegria de saber da gravidez ao desespero de saber que eu deveria passar por uma cirurgia de emergência, porque a gravidez ectópica não era viável e colocava a minha vida em risco. Eu chorava desesperadamente e falava que queria o bebê.
Daquele instante em diante, eu não poderia mais sair do hospital, fui internada. Mas enquanto meu marido lia e assinava a papelada da internação eu fui até a porta do hospital e pensei seriamente em fugir…enquanto pensava em como faria isso, meu marido apareceu e me levou para dentro.
Sentada na sala de espera eu me lembrei de um vídeo, onde o Padre Paulo Ricardo falou sobre o batismo de crianças quando essas correm risco de vida. No vídeo o Padre explicou que qualquer cristão pode fazer o batismo e depois apresentar na igreja para oficializar o ato. Então coloquei a mão na minha barriga e batizei meu bebê.
Eu não sou católica, sou protestante, mas na ocasião estava estudando sobre a igreja católica e achei apropriado fazer o batismo.
Do momento em que fui internada, só senti desespero, dor e solidão. Não conseguia orar. Mas senti uma convicção muito grande que independentemente da decisão do Senhor, Ele continua sendo meu Deus e meu Pai, e eu só tenho a Ele por mim.
Meu marido foi extremamente amoroso comigo e também sofreu muito com toda a situação. Por causa da pandemia, ele não podia ficar comigo no hospital, e eu não falo japonês (na época, morávamos no Japão). Foi um transtorno muito grande.
Eu me sentia miserável, uma péssima mãe. Me lembrei do testemunho da Chiara Corbella Petrillo, que se sacrificou em amor para que sua gestação pudesse ir adiante. Eu deveria morrer, eu deveria me sacrificar pelo meu bebê, mas tudo o que eu sentia era desespero e medo. O meu dia estava nublado e cinza, não conseguia ver esperanças.
No final da noite, percebi que poderia pedir um milagre. E pedi. Pedi para que Deus colocasse o bebê no meu útero. Naquela mesma noite, Deus enviou um “anjo”: uma enfermeira japonesa que conversou comigo, me abraçou e me ouviu. Quando ela preparando a minha medicação, enquanto a observava, me sentei na cabeceira da cama e nesse momento senti como se o próprio Deus estivesse me abraçando e me dizendo “Filha Eu estou aqui contigo”. Nesse momento o medo foi embora, eu me entreguei a vontade de Deus e senti paz. Independente o que acontecesse dali em diante, Deus estava no controle e não eu. Aliás, sempre é assim né.
¹ O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta.
Salmos 23:1-6 NVI
² Em verdes pastagens me faz repousar e me conduz a águas tranqüilas;
³ restaura-me o vigor. Guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.
⁴ Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem.
⁵ Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice.
⁶ Sei que a bondade e a fidelidade me acompanharão todos os dias da minha vida, e voltarei à casa do Senhor enquanto eu viver.
No dia seguinte, antes da cirurgia, o médico resolveu fazer novamente um ultrassom. Ele chamou outro médico e, ouvi ele dizer espantado:
“Ontem estava fora. Hoje está dentro.”
Olhei para o meu marido e disse: é um milagre.
Ainda havia sangramento fora do útero, mas não evoluiu. A gravidez seguiu. O bebê foi crescendo aos poucos. Saí da sala sendo chamada de “mãe” pelas enfermeiras — no Japão esse é um costume comum.
Eu e meu marido ficamos em choque.
Deus teve misericórdia de nós. Fomos abençoados!
³ Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá.
Salmos 127:3 NVI
Se você está passando por momentos de medo ou incerteza, lembre-se: Deus está com você.
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