Como a história do Filho Pródigo se tornou a minha história
Hoje eu quero abrir meu coração e compartilhar uma das histórias que mais marcou — e transformou — a minha a minha vida. Então… vamos lá, vou te contar como a história do Filho Pródigo se tornou a minha história.
Estávamos a caminho do banco, andando pelas calçadas cercadas por algumas flores. Eu me sentia bem. Ela, de alguma forma, me trazia paz.
Não me recordo exatamente do que conversávamos, mas me lembro do seu rosto sereno, o sorriso estranhamente calmo e o jeito alegre, mas ao mesmo tempo atencioso de falar, me faziam sentir algo diferente. De certa forma, eu estava bem.
Quando chegamos, ela fez a seguinte pergunta:
Você conhece a história do filho pródigo?
Ela me olhava atentamente, como se fosse algo comum, algo que eu deveria saber. Timidamente, balancei a cabeça negativamente.
Não, eu não conhecia. E, para falar a verdade, achei esse nome muito estranho (imagine minha cara de “ué”).
Ela ficou espantada e começou a me contar.
— Era uma vez… (Risos) Brincadeira!!!
Não foi assim que ela começou.
Não era um conto de fadas, e sim uma história bíblica. A história de um filho que pede ao pai — ainda vivo — a sua parte da herança e decide ir em busca dos prazeres do mundo.
Esse filho acaba gastando tudo o que tinha e, depois disso, passa a trabalhar no campo, enfrentando fome, a ponto de não poder nem sequer se alimentar da lavagem dos porcos.
(Verdade, desta vez eu não estou brincando.)
Eu sei que a história parece feia até aqui… mas continuando…
Um dia, ele decide voltar para a casa do pai e pedir para ser tratado como um empregado. Afinal, o pai tratava seus empregados de forma digna, com alimento e salário justo.
Quando ele voltou, encontrou seu pai esperando ansiosamente.
Ou melhor… correndo ao seu encontro. (yes!)
Na minha cabeça, um pedido de desculpas não resolveria o problema. Não apagaria o passado. Mas, para minha surpresa, o pai não aceitou tratá-lo como empregado. Ele o recebeu novamente como filho. (Muito lindo isso!!!)
Depois que ouvi atentamente essa história, ela se tornou a minha história preferida. Na verdade, ela se tornou a minha própria história.
Percebi que, durante toda a minha vida, acabei usando a herança do meu Pai celestial de forma errada. Fiz escolhas erradas, segui caminhos errados. Mas um dia decidi voltar. E, para minha surpresa, Deus estava me esperando.
Foi assim que, aos 25 anos, minha vida começou verdadeiramente.
Em outras palavras: eu nasci de novo.
Se você tiver um tempinho, leia essa linda história completa: a parábola do filho pródigo.
A Parábola do Filho Pródigo
¹¹ Jesus continuou:
— Certo homem tinha dois filhos.
¹² O mais moço deles disse ao pai: “Pai, quero que o senhor me dê a parte dos bens que me cabe.” E o pai repartiu os bens entre eles.
¹³ — Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá desperdiçou todos os seus bens, vivendo de forma desenfreada.
¹⁴ — Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.
¹⁵ Então foi pedir trabalho a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a fim de cuidar dos porcos.
¹⁶ Ali, ele desejava alimentar-se das alfarrobasque os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.
¹⁷ Então, caindo em si, disse: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui estou morrendo de fome!
¹⁸ Vou me arrumar, voltar para o meu pai e lhe dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e diante do senhor;
¹⁹ já não sou digno de ser chamado de seu filho; trate-me como um dos seus trabalhadores.’”
²⁰ E, arrumando-se, foi para o seu pai.
— Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou.
²¹ E o filho lhe disse: “Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; já não sou digno de ser chamado de seu filho.”
²² O pai, porém, disse aos servos: “Tragam depressa a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos pés.
²³ Tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comer e festejar,
²⁴ porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” E começaram a festejar.
²⁵ — Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
²⁶ Chamou um dos empregados e perguntou o que era aquilo.
²⁷ E ele informou: “O seu irmão voltou e, por tê-lo recuperado com saúde, o seu pai mandou matar o bezerro gordo.”
²⁸ — O filho mais velho se indignou e não queria entrar. Saindo, porém, o pai, procurava convencê-lo a entrar.
²⁹ Mas ele respondeu ao seu pai: “Faz tantos anos que sirvo o senhor e nunca transgredi um mandamento seu. Mas o senhor nunca me deu um cabrito sequer para fazer uma festa com os meus amigos.
³⁰ Mas, quando veio esse seu filho, que sumiu com os bens do senhor, gastando tudo com prostitutas, o senhor mandou matar o bezerro gordo para ele!”
³¹ — Então o pai respondeu: “Meu filho, você está sempre comigo; tudo o que eu tenho é seu.
³² Mas era preciso festejar e alegrar-se, porque este seu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”
Que a paz de Cristo esteja em você.
E que o Espírito Santo seja o seu orientador todos os dias.
Pois Deus é o Pai que tanto desejamos encontrar.



